• Matheus Simplício

Seria, a Vida, um Cereal?

Atualizado: Abr 21



Ao conversar com um casal de amigos, falamos sobre como estávamos, como estamos e como estaremos no futuro. Então, percebemos que, talvez, a coisa mais difícil na vida não seja começar algo, mas continuá-la.


Continuidade. Por que é tão difícil continuar? — ou simplesmente esquecer o que nos fez desistir?


É fácil lembrar do que nos fez feliz, lembrar de como nosso semblante era radiado pela simples sensação de viver e sonhar. A felicidade é a brisa de um lindo fim de tarde por sobre nossos rostos.


Mas como nem tudo é um fim de tarde na vida, esse sentimento de realização, felicidade, se esvai no crepúsculo da mesma tarde que um dia nos irradiou alegria. A vida se torna uma sombra escura e fria. Agora, parece impossível continuar a viver da forma que vivíamos.


Ainda conversando com o mesmo casal de amigos, chegamos até o livro de Gênesis, capítulo 8, verso 22:


"Enquanto durar a terra, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais cessarão".

O texto nos fez enxergar que a felicidade, aquela que falamos ainda há pouco, é o verão de nossas vidas: quando tudo parece lindo e quente. Mas "enquanto durar a terra", seremos vítimas das estações, dos invernos tempestuosos, frios e chuvosos que atrapalham o trigo (nós) a enxergar o que ele irá se tornar.


O inverno, para o trigo, é como se não vivesse mais. Ele morre nessa estação; se esvai no crepúsculo da tarde do verão que o precede. O que fazer, então? — ou melhor, existe algo a se fazer?


Chegamos a conclusão de que invernos, muitas vezes, esfriarão nossa fé e a esperança de dias melhores, mas, acima de tudo: se existe um inverno longo e frio que seca e mata o cereal, existirá um verão que o ressuscitará e o fará maior, tanto em força quanto estatura, do que quando morreu.


É dito a Israel: "... serão vivificados como o cereal..." (Oseias 14:7). Assim se fez na história e assim se fará ainda hoje: "repousaremos em lindos pastos verdejantes", após sermos vivificados como o cereal.


Seria, a vida, um cereal? Difícil responder; mas o agricultor da criação, aquele que ressuscitou, é o mesmo que vem nos semeando desde o início.




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