• Matheus Simplício

Um Sábado Alegre



No último sábado preguei sobre a alegria que devemos ter no Senhor: a segurança que isso nos traz, e a insegurança de quando o alvo da nossa alegria não é Jesus.


Por que é tão difícil entender que o lugar mais seguro que nossa alegria pode estar é em Jesus? Isso pode ser respondido de uma maneira muito simples: nós acreditamos que a alegria é um fim em si mesmo; na verdade, achamos que tudo é.


Se o que sentimos de bom hoje é resultado de todas as outras coisas que estão dando certo, no momento em que essas mesmas coisas falharem, os sentimos bons se esvairão. Não é o tamanho da nossa alegria que conta, mas no que está firmada.


Paulo escreve aos seus amados irmãos de Filipos que, realmente, ele não se incomoda de repetir esse ensino: “alegrem-se no Senhor [...] para vós, é uma segurança a mais”.


É uma segurança a mais, pois todos os dias somos tentados a nos alegrar em coisas passageiras. Coisas que são marcadas pela sombra da morte, que tem dia e hora para morrer. E, no se apegar nisso, a insegurança nasce, pois tais coisas não ressuscitam.


Assim como o jovem rico, queremos nos alegrar com o que conquistamos, com o que temos de diferente dos outros. Mas a conseqüência é sempre a mesma: tristeza e frustração. Quem venderia tudo para seguir Jesus? Casa, terreno, roupas? Na perspectiva humana, o pedido de Jesus é algo impossível de se realizar. Mas quem disse que Jesus queria algo possível?


É no impossível que Deus age, porque é no impossível que dizemos: “Eu não consigo!”. A fraqueza é o bem mais precioso que uma vida cristã pode produzir, pois é justamente nela que o poder de Deus se aperfeiçoa. E isso é segurança. Isso é ser alegre mesmo quando não conseguimos.


No último sábado eu entendi que não preciso conseguir tudo para ser feliz, só preciso d´Ele.

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